| A peça que ficou em hiato durante oito anos, volta a presentear o público com muito humor a volta do contexto feminino.
Em entrevista a A CRÍTICA, o ator Osvaldo Mil (que participou da primeira versão da peça) e o diretor Fernando Guerreiro revelaram algumas mudanças do texto original e traçaram um panorama dos dois espetáculos, o encenado há oito anos com produção original de 1994 e o que o público manauense assistirá no final de semana.
Alterações
De acordo com o diretor Fernando Guerreiro, as alterações feitas no texto original foram poucas, apenas para renovar temas que não eram debatidos na época. “Oitenta por cento do texto ainda se mantém original, e assuntos como dietas, plásticas, celulites e silicones foram incluídos na peça”, revela.
Ele explica que o retorno do espetáculo tem o objetivo de dar continuidade ao tema da peça, o machismo. “Queríamos gerar uma continuidade da produção, voltar a tocar no assunto machismo que estava fora de discussão, trazendo os debates entre o público feminino”, comenta Guerreiro.
Com o mesmo pensamento, o ator Osvaldo Mil revela que as mudanças da época em que atuava foram realizadas em passagens mais pesadas do espetáculo. “A montagem era um pouco agressiva e passava dos limites. Agora demos uma amenizada nas piadas e retiramos duas músicas que eram um pouco ofensivas”, lembra o ator.
Osvaldo, que participou da montagem original, lembra que um dos momentos autos da atual, que antes não existia, é a brincadeira com a excessiva busca da mulher pelo corpo perfeito. “Fazemos um apelo para que a mulher acabe com essa paranóia e faça a leitura em braile nas suas celulites que elas a responderão ‘olha como sou gostosa’”, brinca. |