Agora, um espetáculo teatral em Manaus reacende outro nome de importância mundial, o pintor holandês Vincent Van Gogh. A menos de duas semanas da peça “Um Certo Van Gogh”, são inúmeras as pessoas que sabem mais a respeito do protagonista da montagem - Bruno Gagliasso – do que do próprio ícone do estilo pós-impressionista. Na visão do professor do departamento de artes da Universidade Federal do Amazonas, Otoni Mesquita, este desconhecimento é resultado da “sociedade vazia, que não está comprometida com a memória”, diz.
Aprendizado
Mesmo que o maior estímulo do público seja o bem apessoado ator, que na peça também é produtor, assistir ao espetáculo trará, segundo especialistas locais, bons frutos. É o que acredita Mesquita. “Há grande chance de que as pessoas se interessem mais sobre a obra dele e a própria história da arte”, afirma o estudioso, lembrando que o holandês também tinha preocupação pelo conhecimento. “Van Gogh viajava para diferentes locais em busca de cores diferenciadas para usar em suas telas. Era um grande colorista”.
Para o artista plástico Rui Machado, “apesar de não ter tido reconhecimento em vida, Gogh foi um dos maiores artistas de todos os tempos, deixando uma herança maravilhosa”.
Outro aspecto ressaltado pelos especialistas locais sobre o pintor - que aos 37 anos suicidou-se, nos idos de 1890 - diz respeito aos traços do artista. “Pela sua rigidez com que encarava as coisas, era considerado, por muitos, como um louco. Seus traços são característicos. É possível reconhecer uma de suas obras sem que haja uma assinatura. Van Gogh foi um sujeito que buscava reconhecimento e tinha muito trabalho e qualidade ”, pontua o professor Otoni Mesquita.
Aos que pretendem ir à peça com Gagliasso, Rui Machado dá a dica: “Seria bom que buscassem informações sobre o pintor nas bibliotecas, Internet, para saber um pouco mais de sua essência”, sugere. |